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Dec 09, 2023

Reconhecer, respeitar e dar espaço para múltiplos dons do Espírito

Os dons carismáticos são os múltiplos dons do Espírito Santo sobre os quais a Sagrada Escritura nos ensina. Na Comunidade, estes dons são dados de forma diferente a cada um dos membros, para a própria santificação e para contribuir para o bem da comunidade.

Apenas para refrescar nosso conhecimento sobre a variedade de dons do Espírito Santo, recordemos as palavras das Escrituras: "Ora, há variedade de dons, mas o mesmo Espírito, e variedade de serviços, mas o mesmo Senhor, e há variedades de atividades, mas é o mesmo Deus quem as ativa todas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum” (1Cor 12, 4-7). É esta perspectiva e visão que deve permitir aos membros da Igreja reconhecer, aceitar com respeito e dar espaço suficiente para os membros com seus carismas e serviços para o bem comum de toda a comunidade. É aqui que o chamado do nosso Santo Padre, o Papa Francisco, para se esforçar para ser uma "igreja sinodal" assume grande significado. Os dons, carismáticos e institucionais, são para o bem comum e para a edificação de toda a Comunidade, a Igreja.

Os fiéis de uma determinada comunidade de uma paróquia ou de uma determinada aldeia ou cidade devem ser reconhecidos e respeitados pelos seus dons e pelo serviço que podem prestar ou pelas atividades que podem realizar, e devem ser utilizados em benefício de toda a comunidade. Aqui, os sacerdotes no ministério pastoral devem animar e motivar os fiéis a se envolverem na vida da comunidade paroquial. Mas isso também implica que os dons e carismas e os diversos apostolados sejam reconhecidos, respeitados e aceitos pelo sacerdote como líder da comunidade. Trabalhar sozinho pode parecer fácil, mas a comunidade sentirá falta da valiosa contribuição dos membros da comunidade com dons diferentes.

Comunidades de religiosos e religiosas de várias congregações ou Sociedades apostólicas com seus carismas e apostolados específicos

Também eles devem estar ao serviço da Igreja encarregada da missão de levar adiante a missão salvífica de nosso Senhor Jesus Cristo! Quer se trate da educação, quer da saúde, quer do apostolado social, as Congregações ou Institutos Religiosos devem empenhar-se como partícipes da missão da Igreja estando situados num determinado lugar e tempo! O reconhecimento mútuo e o respeito, a cooperação e a coordenação para o bem comum de toda a Igreja com a sua missão só se realizarão se houver um genuíno sentido de pertença à Igreja e amor à Igreja com missão salvífica.

Aqui, um fenômeno precisa ser analisado. Sacerdotes e religiosos, e fiéis leigos, como membros da Igreja, fazem reivindicações da Igreja por causa de nossa pertença à Igreja.

Na configuração institucional da Igreja, existe essa grande tentação de buscar os chamados "direitos e privilégios", só porque é cristão/católico, só porque é padre ou religioso, e às vezes até falando em ser tratado injustamente ou expressando descontentamento e insatisfação comparando-se com outros que recebem considerações ou colocações diferentes em um determinado momento! Esse tipo de situação certamente atrapalharia a vida na Igreja. E o amor de alguém pela Igreja e o compromisso de participar da missão da Igreja tornam-se condicionados ou condicionais. Qualquer amor condicional e compromisso condicional não pode ser amor verdadeiro e compromisso verdadeiro!

Devemos também pensar no que temos para dar à Igreja

Cada um de acordo com sua capacidade em virtude dos dons e talentos com os quais é abençoado. Somente nosso amor pela Igreja e nosso compromisso de participar da missão da Igreja podem nos capacitar a contribuir para a vida e a missão da Igreja.

Nosso amor pela Igreja, especialmente por nós que somos ministros ordenados e religiosos e religiosas, deve nos libertar da tendência de buscarmos a nós mesmos – nossos benefícios e ganhos imediatos, planos e ambições pessoais, confortos e conveniências, autopromoção e autopromoção. -promoção (direta ou indiretamente). Correremos o risco de acabar cuidando de nós mesmos do que cuidando da Comunidade que nos foi confiada! Pode-se ficar excessivamente preocupado com o que se quer, e não com o que a Igreja e sua missão querem de nós!

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